quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

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❝Eu sei que não é nenhuma data comemorativa para nós, mas estou com uma vontade imensa de te dizer algumas coisas que tenho sentido ultimamente. Não é nada demasiadamente espetacular, nem bombástico, muito menos assustador. São algumas coisinhas que eu deveria dizer todos os dias (ou pelo menos com mais frequência), entretanto não faço. Os motivos você deve imaginar (falta de tempo, mau-humor, cansaço, frieza, raiva, etc.), então, sem muitas delongas.

Sabe, ano retrasado tinha tudo pra ser um ano de merda pra mim. Eu estava bem doente psicológica e fisicamente. 2010 havia sido um ano de muita tristeza, muita coisa ruim ao mesmo tempo. E 2011 prometia ser a mesma coisa. Você sabe que eu até desejei morrer muitas vezes (inclusive até tentei), torcia pra ter dado alguma complicação na minha cirurgia e desaparecer daqui. Porém, no meio do caminho tinha você, com todo o carinho do mundo reservado pra mim, embora eu não houvesse pedido. E eu me senti importante, de verdade.

Você me fazia sorrir como há certo tempo eu não sorria, e me fazia sentir coisas extraordinariamente boas. Nós dois sabemos que isso não é nada fácil quando se trata de mim. E seu jeito brincalhão/tímido foi me cativando vagarosamente. Logo quis apresentar você aos meus pais como MEU. Embora você não gostasse que eu te chamasse de meu, nem você me chamava de seu, sabíamos que assim deveria ser.

Logo começamos a namorar, e tudo era tão bom. Tivemos uns tropeços no meio do caminho, com faltas e excessos. Muito carinho vindo de ti, sem eu conseguir retribuir; muito ciúme meu, e a completa inexistência do seu (e você tinha motivos, nem vem); muita coisa apostada no relacionamento; muita sobrecarga pra ti com os meus “machucados”; muita coisa pra minha cabeça quando para lidar contigo.

Eu poderia passar o dia todo listando as nossas falhas, mas temos tantas coisas boas também. Olha como meu ciúme praticamente desapareceu! Claro que depois de inúmeras conversas e brigas. Mas olha como você controlou as suas atitudes de “guri adolescente desesperado” também! Poxa, nós aprendemos tanto um com o outro.

Eu, por exemplo, descobri que poderia amar alguém sem medo algum que não me sentiria culpada por permitir. Você, que aprendeu como amar também, a ter limites.

Amor, eu me lembro de todas as suas palavras do começo do nosso namoro. Aquelas doces palavras que você fazia penetrar o meu cérebro e acelerar meus batimentos cardíacos. Ah, como eu adoro quando você me diz algo bonito. Acho que aprecio mais pela raridade do momento.

Nossas tardes frias assistindo filmes, nossas fotos bobas, nossas tardes de bingo, nossos finais de semana brincando, nossas noites jogando… Cara, tu não faz ideia do quanto isso é importante pra mim e o quanto eu quero isso paro o resto dos meus dias.

Você é a melhor coisa que me aconteceu desde sempre e eu valorizo tanto isso, que jamais deixaria você escapar. Ou você acha que eu trocaria fazer carinho nos seus cabelos por alguma outra coisa? -Talvez sorvete, hahaha-

Você não tem mais como sair de mim, e eu acho isso maravilhoso. Eu nunca senti isso, e nem havia chegado perto da pureza desse sentimento antes. Você faz parte da minha vida, da minha família, do meu coração. Falando em família, se eu ousasse deixar você, seria crucificado pelos meus pais, que tanto te adoram.

Meu lindo, eu não sei o que deu em mim hoje, mas só precisava te lembrar das coisas que sinto. Sei que é raro eu dizer essas coisas, mas quando digo, tem que ser bem dito. E olha que eu treino!

Obrigado por tudo, especialmente por me fazer perder o medo de tentar e por fazer com que eu me apaixonasse por você mais e mais.
Eu amo você, mané. Mais do que poderia amar a mim mesmo, mais do que o mundo poderia amar. Esse sentimento é recíproco e não vai se apagar. Assim espero, assim desejo.